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segunda-feira, 6 de março de 2017
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terça-feira, 29 de novembro de 2016
Diário Gráfico
Foi quando eu tinha quatro anos, eu fui passar o natal de 2005 a França porque o meu pai queria visitar a minha madrinha. Eu não me lembro de muito mas o que eu me lembro é que foi a primera vez que vi nevar na minha frente. Não são todos os natais que se pode ver nevar não é mesmo?
Acho que para um diário gráfico este é o melhor momento que vale a pena meter aqui.
Acho que para um diário gráfico este é o melhor momento que vale a pena meter aqui.
"Foto do Google, pois não tenho nenuma deste momento"
Cantiga de escárnio e maldizer
D.Dinis
"Deus! Com'ora perdeu Joam Simion
trêsbestas-nomvi demaior cajom,
nem perduras nunca tam sem razom:
ca, teendo-as sãas e vivas
e bem sagradas com [boa] sazom,
morrerom-lhi toda[s] com olivas.
Des aquel[e] dia em que naci
nunca bestas assi perduras vi,
ca as fez an'el sangrar ante de si;
e ante que saíssem daquel mês,
per com'eu a Joam Simion oí,
com olivas morrerom todas três
Ben'as cuidara de morte guardar
todas três, quando as fez[o] sangrar;
mais havia-lhas o Dem'a levar,
pois e par [a]tal cajom perderom;
e Joam Simion quer-s'ora matar
porque lhi com olivas morrerom.
"Deus! Com'ora perdeu Joam Simion
trêsbestas-nomvi demaior cajom,
nem perduras nunca tam sem razom:
ca, teendo-as sãas e vivas
e bem sagradas com [boa] sazom,
morrerom-lhi toda[s] com olivas.
Des aquel[e] dia em que naci
nunca bestas assi perduras vi,
ca as fez an'el sangrar ante de si;
e ante que saíssem daquel mês,
per com'eu a Joam Simion oí,
com olivas morrerom todas três
Ben'as cuidara de morte guardar
todas três, quando as fez[o] sangrar;
mais havia-lhas o Dem'a levar,
pois e par [a]tal cajom perderom;
e Joam Simion quer-s'ora matar
porque lhi com olivas morrerom.
Cantiga de amigo
D. Dinis
"Ai fals'amig'e sem lealdade,
ora vej'eu a gram falsidade
com que mi vós há gram temp'andastes,
ca doutra sei eu já por verdade
a que vós atal pedra lançastes.
Amigo fals'e muit'encorbeto,
ora vej'au o gram mal deserto
com que mi vós há gram temp'andastes,
ca doutra sei eu já bem por certo
a que vós atal pedra lançastes.
Ai fals'amig', eu nom me temia
do gram mal e da sabedoria
comque mi vós há gram temp'andastes,
ca doutra sei eu, que o bem sabia,
a que vós atal pedralançastes.
E de colherdes razom seria
da falsidade que semeastes."
Cantiga de amor
D. Dinis
"A mia senhor que eu por mal de mi
vi e por mal daquestes olhos meus
e por que muitas vezes maldezi
mi e o mun'd muitas vezes Deus,
des que a nom vi, nom er vi pesar
d'al, ca nunca me d'al pudi nembrar.
A que mi faz querer mal mi medês
e quantos amigo soía haver
e de[s]asperar de Deus, que mi pês,
pero mi tod'este mal faz sofrer,
des que a nom vi, mon ar vi pesar
d'al, ca nunca me d'al pudi nembrar.
A por que mi quer este coraçom
sair de seu logar, e por que já
moir'e perdi o sem e a razom,
pero m'este mal fez e mais fará,
d'al, ca nunca me d'al pudi nembrar."
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Cantiga de Escárnio e Maldizer
Apresento aqui uma cantiga de Escárnio e Maldizer.
Afonso Anes do Cotom
“As mias
jornadas vedes quaes som, meus amigos, meted'i femença: de Castra Burgos e
end'a Palença, e de Palença sair-mi a Carrion e end'a Castro; e Deus mi dè conselho,
ca vedes- pero vos ledo semelho, muit'anda trist'o meu coraçom.
E a dona que
m'assi faz andar casad'é ou viúv'ou solteira, ou touquinegra, ou monja ou
freira; e ar se guarde quem s'há por guardar, ca mia fazenda vos dig'eu sem
falha; e roga Deus que m'ajudle mi valha e nunca valh'a quem mi mal buscar.
E nom vos ous'eu
dela mais dizer de como …………………………… nom há
i tal que logo nom …………………………….. que
em seu parecer nom ……………………”
[…]
| Cantiga de Escárnio e Maldizer de Afonso Anes de Cotom |
Cantiga de Amor
Apresento aqui uma cantiga de amor.
D. Dinis
D. Dinis
"Amor fez a mim amar,
gram temp'há, úa molher que meu mal quis sempre quer e me quis e quer matar; e
ben'o pod'acabar pois end'o poder houver. Mais Deus, que sabia sobeja coita que
m'ela dá, veja como vivo tam coitado:
El mi ponha i
recado.
Tal molher mi
fez Amor amar, que bem des entom nom mi deu se coita nom, e do mal sempro
peior; por end'a Nostro Senhor rog'eu mui de coraçom que El m'ajud'em atam
forte coita que par [Vá de morte, e ao gram mal sobejo com que m'hoj'eu morrer
vejo.
A mim fez gram
bem querer Amor ria molher tal que sempre quis o meu mal e a que praz d'eu
morrer.
E pois que o
quer fazer, nom poss'eu fazer i al; mais Deus que sab'o gram torto que mi tem,
mi dê conorto a este mal sem mesura que tanto comigo dura.
Amor fez a mim
gram bem querer tal molher ond'hei sempre mal e haverei: ca em tal coita me tem
que nom hei força nem sem; por en rog'e rogarei a Deus, que sabe que vivo em
tal mal e tam esquivo, que mi queira dar guarida de mort'ou dê melhor vida."
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