terça-feira, 29 de novembro de 2016

Diário Gráfico

Foi quando eu tinha quatro anos, eu fui passar o natal de 2005 a França porque o meu pai queria visitar a minha madrinha. Eu não me lembro de muito mas o que eu me lembro é que foi a primera vez que vi nevar na minha frente. Não são todos os natais que se pode ver nevar não é mesmo?
Acho que para um diário gráfico este é o melhor momento que vale a pena meter aqui.
"Foto do Google, pois não tenho nenuma deste momento"

Cantiga de escárnio e maldizer

D.Dinis

"Deus! Com'ora perdeu Joam Simion
trêsbestas-nomvi demaior cajom,
nem perduras nunca tam sem razom:
ca, teendo-as sãas e vivas
e bem sagradas com [boa] sazom,
morrerom-lhi toda[s] com olivas.

Des aquel[e] dia em que naci
nunca bestas assi perduras vi,
ca as fez an'el sangrar ante de si;
e ante que saíssem daquel mês,
per com'eu a Joam Simion oí,
com olivas morrerom todas três

Ben'as cuidara de morte guardar
todas três, quando as fez[o] sangrar;
mais havia-lhas o Dem'a levar,
pois e par [a]tal cajom perderom;
e Joam Simion quer-s'ora matar
porque lhi com olivas morrerom.

Cantiga de amigo

D. Dinis

"Ai fals'amig'e sem lealdade,
ora vej'eu a gram falsidade
com que mi vós há gram temp'andastes,
ca doutra sei eu já por verdade
a que vós atal pedra lançastes.

Amigo fals'e muit'encorbeto,
ora vej'au o gram mal deserto
com que mi vós há gram temp'andastes,
ca doutra sei eu já bem por certo
a que vós atal pedra lançastes.

Ai fals'amig', eu nom me temia
do gram mal e da sabedoria
comque mi vós há gram temp'andastes,
ca doutra sei eu, que o bem sabia,
a que vós atal pedralançastes.

E de colherdes razom seria
da falsidade que semeastes."

Cantiga de amor

D. Dinis

"A mia senhor que eu por mal de mi
vi e por mal daquestes olhos meus
e por que muitas vezes maldezi
mi e o mun'd muitas vezes Deus,
des que a nom vi, nom er vi pesar
d'al, ca nunca me d'al pudi nembrar.

A que mi faz querer mal mi medês
e quantos amigo soía haver
e de[s]asperar de Deus, que mi pês,
pero mi tod'este mal faz sofrer,
des que a nom vi, mon ar vi pesar
d'al, ca nunca me d'al pudi nembrar.

A por que mi quer este coraçom
sair de seu logar, e por que já
moir'e perdi o sem e a razom,
pero m'este mal fez e mais fará,
des que a nom vi, nom ar vi pesar
d'al, ca nunca me d'al pudi nembrar."






Cantiga de Escárnio e Maldizer

Apresento aqui uma cantiga de Escárnio e Maldizer.

Afonso Anes do Cotom

“As mias jornadas vedes quaes som, meus amigos, meted'i femença: de Castra Burgos e end'a Palença, e de Palença sair-mi a Carrion e end'a Castro; e Deus mi dè conselho, ca vedes- pero vos ledo semelho, muit'anda trist'o meu coraçom.
E a dona que m'assi faz andar casad'é ou viúv'ou solteira, ou touquinegra, ou monja ou freira; e ar se guarde quem s'há por guardar, ca mia fazenda vos dig'eu sem falha; e roga Deus que m'ajudle mi valha e nunca valh'a quem mi mal buscar.
E nom vos ous'eu dela mais dizer de como …………………………… nom há i tal que logo nom ……………………………..    que em seu parecer nom ……………………”

[…]

Cantiga de Escárnio e Maldizer de Afonso Anes de Cotom

Cantiga de Amor

Apresento aqui uma cantiga de amor.

D. Dinis


"Amor fez a mim amar, gram temp'há, úa molher que meu mal quis sempre quer e me quis e quer matar; e ben'o pod'acabar pois end'o poder houver. Mais Deus, que sabia sobeja coita que m'ela dá, veja como vivo tam coitado:
El mi ponha i recado.
Tal molher mi fez Amor amar, que bem des entom nom mi deu se coita nom, e do mal sempro peior; por end'a Nostro Senhor rog'eu mui de coraçom que El m'ajud'em atam forte coita que par [Vá de morte, e ao gram mal sobejo com que m'hoj'eu morrer vejo.
A mim fez gram bem querer Amor ria molher tal que sempre quis o meu mal e a que praz d'eu morrer.
E pois que o quer fazer, nom poss'eu fazer i al; mais Deus que sab'o gram torto que mi tem, mi dê conorto a este mal sem mesura que tanto comigo dura.

Amor fez a mim gram bem querer tal molher ond'hei sempre mal e haverei: ca em tal coita me tem que nom hei força nem sem; por en rog'e rogarei a Deus, que sabe que vivo em tal mal e tam esquivo, que mi queira dar guarida de mort'ou dê melhor vida."

Crónica de D. João I

Apresentamos aqui dois excerto da crónica de D. João I.

“(…)
E se o Senhor Deos a nós outorgasse o que a alguus escrevendo nom negou, convem a saber, em suas obras clara certidom da verdade, sem duvida nom soomente mentir do que sabemos mas ainda errando, falso nom queriamos dizer; como assi seja que outra cousa nom é errar salvo cuidar que é verdade aquelo que é falso. E nós, engando per ignorancia de velhas escrituras e desvairados autores, bem podiamos ditando errar; porque, escrevendo homem do que nom é certo, ou contará mais curto do que foi, ou falará mais largo do que deve; mas mentira em este volume é muito afastada da nossa voontade. Ó! com quanto cuidado e diligência vimos grandes volumes de livros de desvairadas linguagees e terras! e isso meesmo púbricas escrituras de muitos cartários e outros logares, nas quaes, depois de longas vegilias e grandes trabalhos mais certidom aver non podemos da conteúda em esta obra. E seendo achado em alguus livros o contrairo do que ela fala, cuidae que nom sabedormente mas errando muito, disserom taes cousas.
Se outros per ventuira em esta cronica buscam fremosura e novidade de palavras, e nom a certidom das estorias, desprazer-lhe-á de nosso rrazoado, muito ligeiro a eles d’ouvir e nom sem gram trabalho a nós de ordenar. Mas nós, nom curando de seu juizo, leixados os compostos e afeitados razoamentos, que muito deleitom aqueles que ouvem, ante poemos a simprez verdade que a afremosentada falsidade. Nem entendaes que certificamos cousa, salvo de muitos aprovada e per escrituras vestidas de fé; doutra guisa, ante nos calariamos que escrever cousas falsas.
(…)”


(...)
"Do alvoroço que foi na cidade cuidando que matavom o Mestre, e como aló foi
Alvoro Paez e muitas gentes com ele.
O Page do Mestre que estava aa porta, como lhe disserom que fosse pela vila segundo
já era percebido, começou d'ir rijamente a galope em cima do cavalo em que estava, dizendo altas vozes, bradando pela rua:
– Matom o Mestre! matom o Mestre nos Paços da Rainha! Acorree ao Mestre que
matam!
E assi chegou a casa d’ Alvoro Paez que era dali grande espaço.
As gentes que esto ouviam, saíam aa rua veer que cousa era; e começando de falar u~us
com os outros, alvoraçavom-se nas vontades, e começavom de tomar armas cada u~u como melhor e mais asinha podia. Alvoro Paez que estava prestes e armado com ~ua coifa na cabeça segundo usança daquel tempo, cavalgou logo a pressa em cima du~u cavalo que anos havia que nom cavalgara; e todos seus aliados com ele, bradando a quaesquer que achava dizendo:
– Acorramos ao Mestre, amigos, acorramos ao Mestre, ca filho é deI-Rei dom Pedro.
E assi bradavom el e o Page indo pela rua.
Soarom as vozes do arroido pela cidade ouvindo todos bradar que matavom o Mestre; e
assi como viuva que rei nom tiinha, e como se lhe este ficara em logo de marido, se moverom todos com mão armada, correndo a pressa pera u deziam que se esto fazia, por lhe darem vida e escusar morte. Alvoro Paez nom quedava d'ir pera alá, bradando a todos:
– Acorramos ao Mestre, amigos, acorramos ao Mestre que matam sem por quê!
A gente começou de se juntar a ele, e era tanta que era estranha cousa de veer. Nom
cabiam pelas ruas principaes, e atrevessavom logares escusos, desejando cada u~u de seer o primeiro; e preguntando u~us aos outros quem matava o Mestre, nom minguava quem responder que o matava o Conde Joam Fernandez, per mandado da Rainha." (...)



-- D. João I --





Diário Gráfico

Natal de 2013
Foi no dia 24 de dezembro de 2013, por volta da 00:00 que quando abri
o primeiro presente, fiquei surpreendido com uma caixa da Apple com um iPad lá dentro.
Na altura fiquei muito contente, pois foi o meu primeiro produto da marca Apple e fiquei fascinado com o design e o desempenho daquele produto.



LGW 2016
Gostei muito de poder visitar a Lisboa Games Week ,
pois só existe anualmente e tivemos a possibilidade de experimentar
coisas que ainda não saíram para o mercado. Isto tudo por um bom preço.

Cantiga de Amigo

Apresentamos aqui uma Cantiga de Amigo de autoria do rei D. Dinis.

O que é uma Cantiga de Amigo?
Uma cantiga de amigo é uma composição breve e simples onde se destaca a voz de uma mulher apaixonada. Devem o seu nome ao fato de que na maior parte delas aparece a palavra amigo, com o sentido de pretendente, amante e esposo.


" Ai flores, ai flores do verde pino, se sabedes novas do meu amigo?
Ai Deus, e u é?
Ai flores, ai flores do verde ramo, se sabedes novas do meu amado?
Ai Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amigo, aquel que mentiu do que pôs conmigo?
Ai Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amado, aquel que mentiu do que mi há jurado?
Ai Deus, e u é?
Vós me preguntades polo voss'amigo e eu bem vos digo que é san'e vivo.
Ai Deus, e u é?
Vós me preguntades polo voss'amado e eu bem vos digo que é viv'e sano.
Ai Deus, e u é?
E eu bem vos digo que é san'e vivo e será vosco ant'o prazo saído.
Ai Deus, e u é?
E eu bem vos digo que é viv'e sano e será vosco ant'o prazo passado.

Ai Deus, e u é? "

-- Manuscrito das Cantigas de Amigo de Martín Codax --

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Idade Média (PowerPoint)

Aqui apresentamos um PowerPoint sobre a Pintura da Idade Média.


A pintura europeia constitui a base da tradição ocidental de pintura. Uma das formas de arte mais consistentemente prestigiadas e populares desde a Antiguidade, o acervo que sobrevive é vasto e extremamente diversificado, resultado de diferentes fatores estéticos, culturais, sociais e econômicos, próprios de cada região e de cada fase cronológica. A trajetória da pintura europeia cobre um período de quase 40 mil anos, se estendendo da Pré-História à Contemporaneidade, mas neste artigo limita-se o estudo até a Idade Média, quando são lançadas e consolidadas algumas das principais bases estéticas e técnicas da pintura como ela é praticada até hoje em todo o mundo, sendo a contribuição europeia uma das mais relevantes em escala global.



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